• Cláudia Vidigal

Você sabe a diferença entre psicoterapia e psicoterapia breve?




Muitos foram os temas solicitados, em minhas redes sociais, a respeito do dia a dia da Psicologia. Um deles foi enviado por uma das pessoas que acompanham meu trabalho pelo Facebook, sobre a diferença entre psicoterapia e psicoterapia breve. A seguir, procuro explicar de uma forma mais objetiva!

A psicoterapia é um método de tratamento onde um profissional treinado e habilitado, realiza uma variedade de intervenções, auxiliando a modificar problemas de natureza emocional, cognitiva e comportamental. Visa reduzir ou remover um problema, queixa ou transtorno do indivíduo que busca ajuda a partir de princípios psicológicos. (Cordioli et al, 2008, p. 21)

Ela é um tratamento que requer uma interação face a face e se diferencia de outros tipos de tratamento por ser uma atividade que depende da colaboração da dupla “paciente e psicoterapeuta”.

Por existirem diversas teorias para explicar o funcionamento psíquico do ser humano, existem, atualmente, diversos tipos de psicoterapias, como: as psicoterapias psicodinâmicas (ou baseadas na teoria psicanalítica), as psicoterapias comportamentais e cognitivas, as psicoterapias familiares, as psicoterapias de grupo...

A psicoterapia breve (PB) nasceu da Psicanálise, em torno de 1924, para diminuir o tempo de duração dos tratamentos psicanalíticos. Na época, a psicanálise era referência de modalidade de tratamento psicoterapêutico.

Desenvolvida por Freud há mais de um século, a psicanálise envolve principalmente a aceitação de processos psíquicos inconscientes. Ela não somente é uma teoria, mas como é também um método de investigação (dos processos psíquicos inconscientes) e um método de tratamento do sofrimento subjetivo e das doenças mentais.

Uma psicoterapia breve é indicada para pessoas que apresentam questões muito específicas, as quais deverão ser trabalhadas pelo paciente e pelo psicoterapeuta num determinado período de tempo estabelecido inicialmente (no máximo, um ano). Em geral, os atendimentos têm frequência de uma vez por semana e o trabalho ocorre em torno dos focos e dos objetivos estabelecidos de acordo com a queixa selecionada para tratamento.

Já uma psicoterapia que não tem o caráter breve é indicada para pessoas que apresentam queixas amplas e inespecíficas e, em decorrência disso, não há estabelecimento de focos e objetivos nem estabelecimento de prazo para finalizar.

Para saber mais a respeito da Psicoterapia Breve, recomendo a leitura do livro “Psicoterapia Breve” de Maurício Knobel (1986).


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