• Cláudia Vidigal

DEPRESSÃO – Os bastidores do sofrimento



Conhecida também como "Transtorno depressivo maior", a depressão envolve sensação persistente de tristeza e perda de interesse em atividades, prejudicando de forma significativa o dia a dia do indivíduo.

Os sintomas podem ser variados e incluem alterações no sono, no apetite, no nível de energia, na concentração, nos comportamentos e na autoestima.

O tratamento envolve medicamentos e psicoterapia. E terapias alternativas complementares, como acupuntura, podem ser boas aliadas.

A psicoterapia, de modo geral, busca oferecer ao paciente espaço para expressão das emoções e ajuda para identificar os fatores e os conflitos, muitas vezes inconscientes, que contribuíram para o desenvolvimento do quadro de depressão.

Em minha prática clínica, percebo que a depressão é a “ponta do iceberg” permeada pela presença sutil e intensa dos efeitos da valorização da felicidade e do "pensamento positivo".

A falta de espaço para abordar as dificuldades de forma mais profunda e ajudar o indivíduo a entender melhor todos os conflitos internos, ganha forças frente ao movimento de uma falsa “positividade”, que acaba empurrando para “embaixo do tapete” os sentimentos que precisam ser trabalhados, com um discurso de "tudo é possível, é só você querer", agravando ainda mais o sofrimento do indivíduo de forma nociva e cruel.

Acreditar nas mentiras sedutoras do discurso do pensamento positivo é preocupante e adoecedor. As pessoas têm deprimido por se sentirem culpadas em não conseguir sustentar tal requisito, de ter que ser forte, ter que sair dessa sozinha ou acreditar que ela não consegue porque não quer!

Constato também, em minha prática clínica, que as pessoas que, por inúmeras razões, não estão inseridas na bolha da economia capitalista e dos padrões estabelecidos, seja porque estão fora do mercado de trabalho ou por não terem o padrão de corpo preconizado pela mídia e pelos chamados influenciadores digitais, por serem diferentes da igualdade tão exigida, ainda são os que mais sofrem e, talvez, os mais suscetíveis a desenvolver sintomas de depressão.

Fique atento às características clínicas da depressão, lembrando que os sintomas depressivos não devem ser atribuídos a efeitos fisiológicos decorrentes de substâncias químicas ou outras condições médicas:


Humor: deprimido, irritável, preocupações excessivas, sensação de vazio, tristeza, baixo astral.

Cognitiva: perda do interesse, dificuldade de concentração, baixa autoestima, pessimismo, indecisão, culpa, ideação suicida, alucinações e delírios.

Comportamental: retardo psicomotor ou agitação, choro, retraimento social, dependência, suicídio.

Somática: distúrbios do sono (insônia ou hipersonia), fadiga, alteração do apetite e ou de peso (aumento ou diminuição), dores, diminuição da libido.


Se você estiver se sentindo deprimido ou suspeitar que um conhecido possa estar, busque ou ofereça ajuda de um psicólogo ou psiquiatra.

Não espere e nem se cobre conseguir sair sozinho dessa situação.

Nunca pense que isso não passa de uma frescura, falta de Deus, preguiça ou qualquer outra coisa!

Os sintomas são sérios, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes e somente buscando ajuda será possível percorrer todo esse caminho sem desistir e alcançar o objetivo de aliviar o sofrimento e conseguir sair dessa situação!


Não é frescura! Não se julgue! Não julgue o outro!

Procure ajuda! Ofereça ajuda!


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