• Cláudia Vidigal

Baixa autoestima: como saber?


Por se tratar de quadro bastante comum na clínica, o texto de hoje pretende abordar o tema da baixa autoestima e os seus efeitos.

Apesar de existirem várias definições na literatura sobre o conceito de autoestima e não haver um consenso entre os pesquisadores sobre uma definição, a autoestima pode ser definida como o juízo pessoal de valor que uma pessoa tem de si mesmo e que começa a ser moldado nas experiências da primeira infância.

A maneira de se relacionar com os outros, os comportamentos e as percepções de uma pessoa sobre determinados acontecimentos são intimamente influenciados pela autoestima. Por isso é tão importante perceber a qualidade da autoestima, pois ela pode determinar o desempenho frente a alguns desafios e, principalmente, o seu nível de autoconfiança.

Os efeitos decorrentes de uma baixa autoestima podem causar prejuízos em todas as áreas da vida de uma pessoa e envolvem:

· Insegurança

· Sentimento de inadequação;

· Sentimento de inferioridade e submissão nos relacionamentos;

· Sentimento de culpa;

· Necessidade de agradar constantemente;

· Dificuldade para dizer “não” e impor limites ao outro;

· Rigidez consigo próprio;

· Comparação com as outras pessoas

As pessoas que apresentam baixa autoestima, tendem a se diminuir perante outras pessoas, achando sempre que a pessoa ao lado é mais capaz que ela, veste-se melhor que ela, tem mais amigos que ela, e por aí vai, sempre achando que as outras pessoas tem algo a mais que ela não tem, e com isso sente-se sempre como uma fracassada e culpada por isso.

É esperado que algumas situações ao longo da vida acarretem em diminuição (por exemplo, ao sofrer uma rejeição amorosa) ou aumento (ter sido selecionado em um processo seletivo dentre tantos outros candidatos) da autoestima. No entanto, se tais efeitos forem vivenciados constantemente por uma pessoa a ponto de acarretar em sofrimento intenso, “minando-a” e paralisando-a, é momento de buscar por ajuda profissional.

A psicoterapia poderá ajudar o indivíduo a detectar quais são os disparadores que levam ao rebaixamento de sua autoestima e a encontrar novas maneiras de lidar com eles sem que precise se culpar a cada objetivo não alcançado ou a cada resposta negativa enfrentada, seja no trabalho ou na vida pessoal. É preciso ajudar a pessoa com baixa autoestima a libertar-se de autocobranças e autopunições para que ela enfrente as adversidades de modo mais saudável e vivencie relações sociais mais harmônicas.


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